Chifres de Moisés

A Vulgata,  Bíblia latina, que até hoje é o texto oficial da Igreja Católica e foi o alicerce da Igreja no Ocidente, traduzida por Eusebius Hyeronimus, que mais tarde viria a ser canonizado com o nome de são Jerônimo. É tão influente, mas tão influente, que até seus erros de tradução se tornaram clássicos. Ao traduzir uma passagem do Êxodo que descreve o semblante do profeta Moisés, são Jerônimo escreveu em latim: cornuta esse facies sua, ou seja, “sua face tinha chifres”. Esse detalhe esquisito foi levado a sério por artistas como Michelangelo – sua famosa escultura representando Moisés, hoje exposta no Vaticano, está ornada com dois belos corninhos. Tudo porque Jerônimo tropeçou na palavra hebraica karan, que pode significar tanto “chifre” quanto “raio de luz”. A tradução correta está na Septuaginta: o profeta tinha o rosto iluminado, e não chifrudo. Apesar de erros como esse, a Vulgata reinou absoluta ao longo da Idade Média – durante séculos, não houve outras traduções.

30.E, tendo-o visto Aarão e todos os israelitas, notaram que a pele de seu rosto se tornara brilhante e não ousaram aproximar-se dele. Ex 34:30

Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br/01/2/34.php

E vendo Arão e todos os filhos de Israel que brilhava a pele do rosto de Moisés e temeram em se aproximar. Ex 34:30

Fonte: http://www.pdfdownload.org/pdf2html/view_online.php?url=http%3A%2F%2Fwww.scripture4all.org%2FOnlineInterlinear%2FOTpdf%2Fexo34.pdf

30 Quando Arão e todos os filhos de Israel chegaram a ver Moisés, ora, eis que a pele da sua face emitia raios e eles ficaram com medo de se aproximar dele. Ex 34:30

Fonte: http://www.watchtower.org/t/biblia/ex/chapter_034.htm
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